Nunca tive o cabelo tão grande. Ora por dar mais trabalho a pentear, ora pelo couro cabeludo se tornar abafado e começar a ter alguma escamação e comichão, mas principalmente por ser socialmente considerado abandalhado (como consigo tão bem ouvir o meu pai dizer). Poucos meses antes de deixar Lisboa decidi deixá-lo crescer. Mostrar-se. Como um acto de libertação e afirmação da minha natureza perante a sociedade.
Ultimamente tenho recebido muitos elogios ao cabelo. Até há quem me peça um bocado dele. Há quem ache que fique muito melhor assim que antigamente ao observar fotos. Da mesma forma que que me conhece com o cabelo curto, estranhe o comprimento agora.
Os problemas do couro cabeludo estão controlados mesmo utilizando periodicamente sabão azul e branco, champô orgânico ou uma papa muito artesanal de farinha de centeio integral. O stress, esse, é que tem sido muito menor. Assim como a obrigação de o manter arrumadinho.
Pronto, mais uma vez a Natureza a mostrar-me que tem razão.
My hair was never so long. Or because was too much work to comb, or because the scalp becomes stuffy and start having some flaking and itching, but mainly because it's considered socially untidy (I can hear so well my father saying it). A few months before leaving Lisbon I decided to let it grow. To show up. As an act of liberation and affirmation of my nature to society.
Lately I've received many compliments to it. Even some people ask me for a bit of it. Some people think that looks much better now after seeing some old photos. As the same way, people that used to see me with short hair don't like it so long now.
The scalp problems are controlled even using periodically blue and white soap, organic shampoo or a very handmade rye flour mash. What is decreased for sure, is the stress. As the obligation to keep it tidy.
There, once again nature showing me it's right.
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